quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Dia da Árvore




Eu era criança e já havia comemorações do dia da árvore na escola. Muitas vezes plantávamos uma muda. Coloríamos uma árvore. A árvore sorria para nós. Era tudo tão lindo. Mas bastou eu ficar adulta, entrar no curso de Biologia e entender que nem tudo são flores. Nãoooo... literalmente as coisas não são fáceis. E quando se trata de preservar o meio ambiente, então, diga-se que fica mais difícil.

A árvore é o início de tudo. Quando a criança entende que tem que cultivar a árvore, ela certamente entenderá quando adulta que ela tem a missão de preservar a natureza, o meio em que vive. Mas, e quando essa criança cresce e torna-se o adulto que precisa empreender custe o que custar, e apaga da memória a preservação das árvores porque agora o que importa é faturar. E quando a criança cresce e apesar de saber que há formas sustentáveis de se desenvolver, prefere esquecer toda a alegria de chegar em casa com uma mudinha, ou com o desenho mais colorido da árvore.

Eu como Educadora Ambiental defendo que o que se aprende quando criança se leva na fase adulta. Eu penso que é muito melhor começar enquanto pequenino a preservar o meio ambiente, porque criança contagia, fala para a mãe, para o pai, o vizinho. O ruim é quando a criança cresce, e sabe do que aprendeu, e ainda assim decide esquecer. Quando crescemos as coisas mudam mesmo, mas algumas não deveriam mudar.

Que nesse 21 de Setembro, você possa lembrar seu lado criança e não degradar uma árvore, e não denegrir a imagem do planeta. Lembre-se que as gerações futuras dependem do que você faz hoje.

Continue criança, seja adulto nas responsabilidades, mas seja criança na vontade de sempre ajudar, de enxergar cores e entusiasmo na vida.


Feliz Dia da Árvore!! 


sábado, 2 de setembro de 2017

A Cidade - Jardim e o Ecourbanismo

Depois da primeira guerra mundial, o movimento de Cidades-Jardins gradativamente se tornou um movimento de idealização de novas cidades para a reconstrução na Inglaterra. Todavia, a política habitacional aprovada era de cunho imediatista e visava a edificação de um maior número de casas, sem qualquer visão abrangente. Apenas após a segunda guerra aprova-se um programa com grandes paridades ao plano de Howard, o “ New Towns Act ” de 1946.
Mesmo em meio ao sucesso de Lethworth, era fortemente incompreendida a ideia de cidade–jardim, pois facilmente era confundida com subúrbio – jardim, o que era justamente a tentativa de eliminação de Howard com suas propostas. Segundo Newton, 1971, nos EUA, foram reproduzidos exemplos ideais representativos e importantes baseados nos princípios de Howard, sendo diferente o fato de alvo: não eram industriais preocupados com seus funcionários, mas arquitetos que enfatizavam o desenho físico.
No ano de 1928 Clarence Stein, influenciado pelas ideias de Howard fez o plano de Radburn, com moradias e jardins individuais, ruas em cul de sac com isolamento de pedestres e veículos por meio dos superblocks. As estradas para o centro comunitário, a escola, e os playgrounds podem ser arranjados por pedestres e compostos por um sistema de avenidas interceptadas pelos parques, retumbando bem o conceito de relação de vizinhança. Ainda que tenham sido projetados, não tem indústrias e nem cinturão agrícola. Por isso, a partir dessa época, os subúrbios jardins expandem-se nos EUA de maneira unilateral, sem conteúdo social.
            Os vizinhos conviviam em integração, caso um percebesse algum movimento estranho na residência ao lado, se importavam em descobrir do que se tratava e chamar a polícia caso estivesse havendo um roubo, um protegia o outro.
Não obstante o efeito da memória de Ebenezer Howard e seu conceito de Cidade- Jardim estarem atenuados, a partir dos anos setenta, década da “Primeira Conferência das Nações Unidas sobre meio ambiente em Estocolmo (1972)”, iniciam-se alguns empreendimentos com preocupações ecológicas, motivados pelo movimento ambientalista. Segundo Andrade (2003) um exemplo a se destacar de um empreendimento que avigora a legitimidade e a atualidade das idéias de Howard, é o condomínio de Village Homes na cidade de Davis na Califórnia. Tal empreendimento, de visão de idealização urbana expandida, iniciou a sua edificação em 1973, em terras agrícolas adjacente a Universidade da Califórnia. A concepção foi projetada pelo arquiteto ambientalista Michael Corbett, cujo desenho urbano tem extensões atinadas, amplos cinturões verdes e agrícolas, vários usos da terra, como habitações, comércio, empresas de pequeno porte e uma rede de caminhos para pedestres e ciclovias que é integrado na rede da cidade.

 Era intenção dos arquitetos empreendedores de Village Homes promover uma sociedade exemplar de vizinhança, apontado para as questões ambientais como: custeamento de energia, coleta seletiva de lixo, aproveitamento da compostagem para hortas e pomares, reaproveitamento da água da chuva através dos canais de infiltração, produção de alimentos no local e redução do uso do automóvel.